No mês de abril de 2015, a Revista Oxê, que abrange as cidades de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Mairiporã, dentre outras, realizou uma entrevista comigo. Segue o link ao término desse texto.
Ao receber o convite, confesso que fiquei feliz, porém incrédula. O que eu, Joice Aziza, diria para uma revista? O que selecionar para dizer? Oh... quantas dúvidas.
Realmente as dúvidas eram muitas. Mas, no então, DIA DA ENTREVISTA, que aconteceu na Casa de Cultura de Franco da Rocha, antiga biblioteca, tudo saiu naturalmente. Me senti mais importante do realmente sou. As palavras saiam naturalmente.
Avalio que não foi uma simples entrevista, e sim um bate-papo entre amigas. Por vezes esquecíamos (eu e Mari Moura, era quem me entrevistava) que estávamos sendo gravadas. Por duas vezes, o Lucas Varjão (o cinegrafista), nos lembrava para voltar a entrevista, pois, a cada nova pergunta, surgia outros assuntos e assim prosseguimos até o final.
Foi uma experiência sine qua non (uma ação indispensável). Da qual me deixou muito mais empoderada, enquanto mulher negra.
Consigo agora, com mais objetividade, identificar qual é meu papel dentro da minha região. Esse papel é perseverar nas ações no enfrentamento no combate ao racismo e sexismo. E o papel mais importante. Empoderar minhas irmãs na diáspora, para que ela também possam se reconhecerem enquanto mulheres negras. Asè

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